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Desemprego registra 5,5% em janeiro; rendimento bate recorde

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

 

A taxa de desemprego de janeiro foi de 5,5%, a menor para o mês de janeiro desde o início da série (março de 2002). Os dados são da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na relação com dezembro, quando a taxa verificada foi de 4,7%, houve alta de 0,8 ponto percentual. Já na comparação com janeiro de 2011 (6,1%), houve recuo.

O número de pessoas desocupadas foi de 1,3 milhão de pessoas e cresceu 15,9% no confronto com dezembro (mais 180 mil pessoas procurando trabalho). Frente a janeiro do ano passado, recuou -7,7% (menos 110 mil).

A população ocupada somou 22,5 milhões, queda de 1,0% em comparação a dezembro (menos 220 mil ocupados). No confronto com janeiro de 2011, ocorreu aumento de 2% nessa estimativa (mais 433 mil ocupados).

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 11,1 milhões e não registrou variação na comparação com dezembro. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,3%, representando um adicional de 664 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O aumento de trabalhadores com carteira assinada foi destacado pelo coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. Para ele, segmentos como o setor de serviços e construção foram alimentados por trabalhadores autônomos que entraram no mercado de trabalho formal como funcionários de empresas.

“[A explicação para o que está acontecendo] é que trabalhadores como empregadas domésticas e aqueles pedreiros autônomos estão migrando para as empresas, em busca de melhores salários e condições de trabalho, como direito a folga e horário pré-definido”, afirmou.

No ano, ingressaram mais trabalhadores nos setores de serviços prestados a empresas (com mais 238 mil empregados) e na construção (mais 142 mil empregados).

Record de rendimento
O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) também foi recorde em janeiro, chegando R$ 1.672,20 – valor mais alto para o mês desde março de 2002.

O ganho do trabalhador apresentou alta de 0,7% na comparação mensal e de 2,7% frente a janeiro do ano passado. Já a massa de rendimento real foi de R$ 37,9 bilhões, recuo de 0,5% em relação a dezembro e alta de 3,6% em relação a janeiro de 2011.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,2 bilhões), estimada em dezembro de 2011, subiu 14,8% no mês e 3,9% no ano.

Ministra quer ampliar licença-maternidade para seis meses obrigatórios

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sex, 17 de Fevereiro de 2012

A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, quer ampliar a licença-maternidade para seis meses obrigatórios e abrir o debate sobre a ampliação da licença-paternidade no Brasil.

A ministra, que assumiu o cargo há alguns dias, está em Genebra para responder a uma sabatina da ONU sobre a situação das mulheres no Brasil. Na quinta-feira, declarou que a ampliação desses direitos será uma de suas bandeiras no governo.

Pela lei, cada mulher tem direito a quatro meses de licença-maternidade, com a possibilidade de mais dois – o que cada empresa pode ou não adotar. Segundo a ministra, apenas uma em cada três empresas cumpre essa política.

- Será um dos pontos que vou defender em meu ministério – disse ela a jornalistas.

Atualmente, 148 municípios de 22 Estados aplicam a licença-maternidade de seis meses. As estimativas são de que cerca de 10 mil empresas no país também aderiram aos seis meses de licença facultativa.

Em 2010, o Senado aprovou a obrigatoriedade da licença-maternidade de seis meses para todos os setores. Mas o projeto está parado desde então na Câmara dos Deputados, que calculou o quanto essa ampliação custaria aos cofres públicos.

Em 2010, por exemplo, a estimativa era de que R$ 1,6 bilhão extras teriam de ser gastos pela Previdência Social para arcar com esses dois meses a mais. Mas o valor não chega a 1% dos gastos da Previdência.

Para os defensores da ideia, a licença ajudará principalmente as mães mais pobres, que não têm como pagar creche

 

Internet grátis para atendimento ao consumidor entrará em teste

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
ter, 14 de fev/2012

No próximo mês devem começar a ser feitos os primeiros testes de um modelo de acesso à internet no estilo dos serviços de ligação telefônica para números com prefixo 0800, em que o custo da ligação é pago pelas empresas que prestam o serviço aos consumidores. A ideia é ter um modelo de internet com tarifação invertida, ou seja, pago pelo site que será conectado para serviços como acesso a bancos, compras ou atendimento ao consumidor.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, diz que o conceito não foi importado de outros países e que será um modelo “tupiniquim”. “A ideia é tentar desenvolver uma conexão de internet em que a pessoa entra para fazer uma reclamação, pedir atendimento em call center, compras ou operação em um banco. Isso possibilitaria que o cliente dessa empresa fizesse uma conexão que não seria tarifada para ele, e sim para a empresa que franqueou a ligação”, explica.

A região administrativa do Varjão, no Distrito Federal, com cerca de 9 mil habitantes, foi o local escolhido para a realização dos primeiros testes, que serão operacionalizados pelo Ministério das Comunicações, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI).

Paulo Bernardo explica que a novidade não vai substituir o serviço telefônico gratuito, mas poderá baratear o custo de atendimento ao consumidor para as empresas. “Se der certo, pode ser uma alternativa, a empresa que tem um call center, onde instala milhares de pessoas para atender, pode colocar um portal para fazer um autoatendimento. Acho que pode funcionar e ser até mais barato”.

O ministro deu como exemplo o caso dos bancos, que poderão franquear o acesso à internet dos correntistas que quiserem fazer transações pela rede. “Os bancos têm muito interesse no uso do home banking, porque economiza e melhora a parte operacional”

A advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) avalia que essa gratuidade é importante para que o consumidor tenha acesso a esses serviços, principalmente porque hoje os brasileiros já pagam tarifas elevadas de telefonia.

Ela alerta, no entanto, que o custo de implantação do serviço não pode ser repassado ao consumidor. “Hoje, o consumidor já paga uma das tarifas mais altas entre inúmeros países. É uma questão de acompanhamento efetivo por parte do governo, para que o consumidor não tenha essa gratuidade e acabe pagando tarifas mais caras por conta disso”.

Salário mínimo previsto na Constituição sobe a R$ 2.398,82, diz Dieese

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Brasil já praticou, em 1959, um salário mínimo mais próximo do que prevê a Constituição. Durante a ditadura militar (1964-1985), os sindicatos foram amordaçados, a liberdade de manifestação e de greve suprimida e os generais praticaram uma política claramente anti-trabalhista, que resultou num forte arrocho.

A política de valorização do salário, iniciada no governo Lula, já promoveu um expressivo aumento do mínimo. Neste ano, o ganho real (além da inflação) foi de 7,5%, equivalente ao crescimento da economia em 2010. Ainda assim, o piso salarial do Brasil está muito abaixo do mínimo previsto na Constituição.

O valor do salário para bancar as despesas familiares básicas descritas na Constituição seria R$ 2.398,82 em janeiro deste ano, de acordo com estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada na última segunda-feira (6).

Décadas de arrocho
A entidade verificou que são necessárias 3,86 vezes o valor do salário mínimo vigente na data para contemplar o preceito constitucional de suprir as necessidades vitais do cidadão e sua família, incluindo moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência. O cálculo foi feito com base no mínimo de R$ 622, em vigor desde o mês passado.

Durante os anos 1980, marcados pela hiperinflação, e 1990, sob o neoliberalismo de Collor e FHC, o mínimo continuou em baixa. Só recuperou terreno no governo Lula, que atendeu a reivindicação das centrais sindicais por uma política de valorização do mínimo. O aumento real acumulado ao longo dos últimos nove anos está em torno de 70%.

Valorização do trabalho e desenvolvimento
Em dezembro, o valor necessário para suprir as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 2.329,35, sendo 4,27 vezes maior que o salário mínimo vigente naquele mês, que era de R$ 545.

O reajuste que elevou o novo mínimo a R$ 622 a partir de janeiro reduziu a distância, mas a realidade é que os empregadores brasileiros ainda pagam salários de fome, que muitas vezes se situam abaixo do que Marx considerava o valor da força de trabalho, dado por uma remuneração que corresponde às necessidades elementares de sobrevivência do trabalhador.

O patronato brasileiro, que só pensa no lucro em curto prazo e vive reclamando da CLT e dos direitos trabalhistas, acaba se beneficiando da valorização do salário mínimo, apontado por muitos analistas como um dos fatores fundamentais para amortecer os efeitos da crise do capitalismo mundial no Brasil.

A experiência revela que, ao contrário do que supõe o neoliberalismo, a valorização do trabalho é uma fonte de crescimento e desenvolvimento da economia, nunca um obstáculo.

Continuidade
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o governo quer continuar com a política de valorização do salário mínimo para que a roda da economia gire com vigor. Ao comentar a definição de regras para o reajuste, ela avaliou que o momento é importante para o trabalhador porque a lei traz segurança e estabilidade.

- Com ela, todos sabem de antemão quais são as regras e os critérios de aumento do salário mínimo, daqui até 2015 – disse, em seu programa semanal Café com a Presidenta.

O reajuste entra em vigor nesta terça-feira. Dilma lembrou que a Lei de Valorização do Salário Mínimo consolida um acordo fechado pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as centrais sindicais em 2007.

- O salário mínimo tem que ter um ganho real, uma valorização. E este aumento real deve acompanhar o crescimento da economia – explicou. (Fonte: Dieese)

SÃO ROQUE DO PARAGUAÇU – Trabalhadores Retornam as Atividades

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Assessoria de Comunicação Sintepav-Ba

 Na manhã da última segunda-feira (06), os trabalhadores do canteiro de obras da Petrobras que estavam em greve retornaram as atividades, após a conquista das reivindicações. Entre as conquistas obtidas pelos trabalhadores está o pagamento das horas extras em atraso que irá ocorrer na quarta-feira (08) e o pagamento da produtividade no valor de R$: 600, 00 reais, sendo 50% pago no dia 15/02 e 50% no dia 30/03.

 

Pronatec abre 4.680 vagas em Salvador

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Postado por Equipe Jovem Gera Ação em 31 jan 2012

Começam no próximo dia 1º as pré-matrículas para a primeira etapa dos
cursos gratuitos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e
Emprego (Pronatec) em Salvador. São 2.760 vagas nas mais diversas
áreas, sendo 1.410 no Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Bahia – Ifba (antigo Cefet), 880 no Senai e 470 no
Senac.

Os cursos são direcionados a pessoas que tem entre 18 e 59 anos que
estejam inseridas num dos programas de transferência de renda do
governo federal, como o Bolsa Família, que tenha pelo menos o ensino
fundamental incompleto e estão em busca de qualificação profissional.

Ao longo de 2012, esse número subirá para 4.680 vagas. As
pré-matrículas para essa primeira etapa serão realizadas entre 1º e 15
de fevereiro nos postos da Coordenadoria de Regulação e Avaliação
(CRAS), Simm, Casa do Trabalhador e no NAJ da Baixa dos Sapateiros,
das 8h às 12h e de 13h às 17h. É necessário levar RG, CPF,
comprovantes de residência e de escolaridade e o Número de Inscrição
Social (NIS). As aulas estão previstas para começar no dia 5 de março.

O aluno terá direito a uma assistência estudantil, que inclui auxílio
deslocamento, calculado com base na carga horária do treinamento.

SENAI
Vagas: 880
Cursos: 13, entre eles caldeireiro, modelista e carpinteir
Mais informações: 3534-8090

SENAC
Vagas: 470
Cursos: 13, entre eles cuidador de idoso, vendedor e garçom
Mais informações: 3186-4000

IFBA
Vagas: 1.410
Cursos: 47, entre eles pintor de obras, recepcionista e gesseiro
Mais informações: www.ifba.edu.br

Nota oficial da Fenatracop sobre greve dos trabalhadores que estão construindo os estádios para a Copa de 2014

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
qua, 08 de fev/2012
FONTE: Assessoria de imprensa da Fenatracop

 

Nos últimos dias tem circulado informações sobre a posição da FENATRACOP em relação a convocação e organização de uma greve geral para os próximos dias nos  12 estádios que estão sendo construídos para Copa do Mundo de 2014.
Neste sentido, o presidente  do Sindicato da Construção Pesada SP, da Federação estadual  e da FENATRACOP, Wilmar Gomes dos Santos, vem esclarecer o posicionamento da entidade em relação a este tema.

Wilmar Gomes dos Santos afirma que não foi marcada junto a categoria qualquer data para uma greve geral nos estádios, considerando que greve não se marca pela cúpula e não aceitamos nenhuma posição que desrespeite a autonomia política dos trabalhadores e dos sindicatos.

A FENATRACOP participou da discussão de uma pauta de referência que busca consolidar as demandas nacionais para orientar as entidades sindicais estaduais nas negociações coletivas especifica de forma a diminuir as disparidades e grandes diferenças entre acordos das categorias nas regiões do País, buscando estabelecer como referência nacional, os pisos salariais praticados em São Paulo e Rio de Janeiro.

O conselho-diretor da FENATRACOP definiu como ação prioritária para o primeiro trimestre de 2012, a assinatura e consolidação do termo de compromisso da mesa nacional da construção negociado pelo ministro Gilberto Carvalho, Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. Para os integrantes do conselho, a consolidação deste espaço nacional de negociação permanente é uma das mais importantes conquistas da categoria do setor da construção em todo o Brasil, pois pela primeira vez colocam em âmbito nacional as demandas da categoria que sempre foi tratada de forma pulverizada e fracionada.

Por fim, orientamos os sindicatos filiados a buscarem nos pontos da pauta nacional referências para que em suas negociações diretas, conquistem melhores salários e melhores condições de benefícios. Destacamos ainda que devemos realizar mobilizações nas data-bases, para buscar melhores ganhos salariais dos trabalhadores. Priorizamos a negociação como espaço nas soluções de conflitos e interesses, mas reafirmamos que defendemos o direito a greve em caso de decisão dos trabalhadores.

Fazer hora extra dobra o risco de depressão, dizem médicos

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estudo acompanhou dois mil funcionários públicos do Reino Unido.
Quem trabalha 11 horas ou mais por dia têm o dobro do risco.

Do G1, em São Paulo

Funcionários que fazem hora extra regularmente têm o dobro do risco de ter uma depressão grave em comparação com quem trabalha de sete a oito horas por dia, informa um estudo médico publicado nesta semana na revista científica “PLoS One”.

Segundo a pesquisa, feita por Marianna Virtannen, da University College, quem trabalha 11 ou mais horas por dia tem duas vezes mais risco de ter um episódio depressivo sério.
A equipe acompanhou dois mil funcionários públicos no Reino Unido e descontou outros fatores de influência como a demografia, o estilo de vida e a profissão dos participantes do estudo.

Em nota, Virtannen disse que “embora uma hora extra de vez em quando seja boa tanto para o indivíduo quando para a sociedade, é importante reconhecer que trabalhar horas demais também está associado a um risco maior de depressão grave”.

Desemprego está no pior nível, diz a OIT

terça-feira, 24 de janeiro de 2012
ter, 24 de jan/2012
FONTE: O Estado de S.Paulo
Até 2020, 600 milhões de empregos têm de ser criados para equilibrar o mercado

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE

Entrando no quarto ano, a crise econômica põe o mundo à beira de uma explosão social que exigirá um plano de resgate trilionário para ser superada. Dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho apontam que a crise do desemprego é a pior já registrada e a economia mundial terá de criar 600 milhões de postos de trabalho até 2020 para inserir os que hoje estão desempregados e ainda incorporar milhões de jovens que entrarão no mercado produtivo.
A estimativa é de que os governos terão de investir 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial – US$ 1,2 trilhão – para criar os postos de trabalho eliminados e ainda dar uma resposta à nova geração de trabalhadores. Além disso, a recessão que eclodiu em 2008 exigirá uma década para ser superada.

Desde 2007, 27 milhões de pessoas perderam o trabalho, fazendo o número global de desempregados atingir o recorde de 197 milhões de pessoas, uma alta de 13% em poucos anos.

Metade dessa massa de desempregados está nos países ricos e a taxa média mundial de desemprego passou de 5,5% para 6,2%. Na América Latina, 3 milhões de pessoas foram demitidas nos dois primeiros anos da crise, fazendo a taxa subir de 7,0% para 7,7%. Em 2010 e 2011, porém, o índice caiu para 7,2%.

A esperança era de que, a partir de 2011, a economia mundial voltasse a crescer e começasse a gerar postos de trabalho. Mas o ano terminou com um resultado frágil. Nos países ricos, mais de 2 milhões de pessoas foram demitidas, o que foi compensado pela expansão nos mercados emergentes.

Neste ano, desaceleração da economia mundial fará com que pelo menos outros 3 milhões fiquem desempregados. O número, porém, poderá ser ainda maior se a Europa não der uma solução para sua crise da dívida e a própria OIT já admite que o ano verá a eliminação de 6 milhões de postos de trabalho e outros 5 milhões em 2013, metade na Europa. “Tudo indica que o desemprego continuará a crescer”, alertou Jose Manuel Salazar, diretor executivo da OIT.

Na Europa, 45 milhões de pessoas estão sem trabalho. Um terço já busca emprego por mais de um ano. Na melhor das hipóteses, a taxa de desemprego que bateu 8,8% em 2010 será reduzida para 7,7% em 2016. Mas, ainda assim, estará acima dos 6,1% de 2008.

A tarefa só ficará mais complicada nos próximos anos. Além de dar uma solução aos 200 milhões de desempregados, o mundo verá uma explosão da oferta de mão de obra, com a chegada ao mercado de 400 milhões de novos trabalhadores. Nos países emergentes, a expansão demográfica será a principal responsável. Sem uma resposta, governos poderão registrar protestos, explosão social e violência.

Esse “caldo” já começa a ser fermentado diante das dificuldades em encontrar trabalho. Hoje, 29 milhões de pessoas pelo mundo já abandonaram a busca por um emprego diante da falta de oferta. Se esse contingente fosse somado ao total de desempregados, o número chegaria a 225 milhões de pessoas e a taxa do desemprego passaria de 6% para 7%.

Outro fator é o desemprego recorde entre jovens. O número absoluto chega a 74 milhões de pessoas, 4 milhões a mais em relação a 2007. Em alguns países europeus, metade desses jovens não encontra trabalho.

Década perdida. Se a crise continuar, a previsão é de que em 2016 haverá mais 9 milhões de desempregado. Na OIT, a percepção é de que os pacotes de austeridade que se proliferam para dar uma resposta à crise da dívida estão deteriorando ainda mais a situação. Em 2013, portanto, o desemprego pode bater recorde na Europa, com uma taxa de 9%, acima dos 8,8% de 2010.

Para a OIT, não há dúvidas de que os planos adotados por governos para lidar com a crise não estão gerando empregos. A entidade, portanto, pede investimentos e que criação de postos de trabalho esteja entre as prioridades. “Sair ou não da crise vai depender da criação de postos de trabalho”, alertou Juan Somavia, diretor da OIT.

Sintepav Lança Campanha Salarial 2012 com Marcha em Salvador

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os trabalhadores da Construção Pesada da Bahia, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial (Sintepav), lança nesta sexta-feira (20), às 08h, com forte mobilização e reunindo milhares de trabalhadores, a Campanha Salarial 2012 da categoria. Após concentração dos trabalhadores na Praça do Campo da Pólvora com a realização de um ato político, os trabalhadores sairão em caminhada até o Campo Grande ocupando uma faixa da Avenida Joana Angélica.

O Lançamento da Campanha Salarial 2012 contará com a participação de milhares de trabalhadores (as) das obras do estado, como a Arena Fonte Nova, Via Expressa,Via Bahia, Pólo Naval, Consórcio 093, Obras de saneamento, Ferrovia, Metro  Montagem Industrial, obras de terraplanagem, Saneamento básico, entre outras.

A Marcha marca a entrega da Pauta de Reivindicações da categoria que tem data base 1º de março e cumpre o objetivo de informar a sociedade, considerando que as obras públicas têm um impacto na vida das pessoas e que são fundamentais na integração econômica da Bahia, as reivindicações dos milhares de trabalhadores em todo o estado.

A Campanha Salarial ocorre no momento em que a recente conquista obtida pelo Brasil, a de sexta economia mundial, coloca para a sociedade brasileira e o governo o desafio de traduzir a riqueza acumulada e com grande concentração nas mãos de poucos, em riqueza melhor distribuída, maior participação dos rendimentos do trabalho no PIB, desenvolvimento sustentável com valorização social do trabalho e mais investimento em educação.

A posição brasileira retrata o crescimento sustentado da economia em função de uma opção macroeconômica adotada pelo governo federal, tendo o fundamento da gastança governamental e aumento da taxa publica de investimentos como um motor importante para manutenção desse ciclo. O Brasil, não pode regredir, e o governo deve entender esta condição como conquista da sociedade. Outro elemento central para manutenção do crescimento tem sido a renda das famílias brasileiras puxadas pelos salários, o que permite ao Brasil um padrão de crescimento com inclusão, distinto, portanto, de muitos outros países.

Os trabalhadores entendem que a manutenção da taxa pública de investimentos com maior formalidade do emprego com aumento da renda dos trabalhadores ajuda o ciclo do crescimento, que junto com outras políticas econômicas, protege melhor o país da crise do capital financeiro que abateu os paises centrais e a Europa.

O crescimento positivo do PIB brasileiro é forte indicador da riqueza gerada pelos setores econômicos. Entre estes setores, a Construção tem se destacado pelo aumento gradativo da sua participação na riqueza nacional e pelo faturamento da cadeia produtiva, que só em 2010, movimentou cerca de 240 bilhões, e em 2011 fechará próximo deste valor.  Essa riqueza tem a marca das mãos dos trabalhadores da construção, cujo trabalho deve ser valorizado social e economicamente, fazendo a riqueza gerada retornar em forma de melhores salários.

Nesta condição, o SINTEPAV realizará sua campanha salarial entendendo que não há espaços para regressão de direitos. Os trabalhadores com sua pauta querem negociações de caráter distributivo da riqueza gerada, proteção social ao trabalho, meio ambiente do trabalho com segurança, assistência medica suplementar, maiores salários e um pacote de benefícios sociais que resultem em maior dignidade humana no trabalho.

Na Bahia, somos mais de 30 mil trabalhadores da construção pesada distribuídos em 301 obras com mais de 300 empresas, com valor de investimentos globais próximo dos 20 bilhões de reais. Entre as principais obras estão a Arena Fonte Nova, Via Expressa, Via Bahia, Pólo Naval. Parque Eólico, Ferrovia Oeste-Leste, Metro, entre outras. A despeito de toda riqueza gerada, á média salarial dos trabalhadores é pouco mais de R$ 1.000,00 ( hum mil) reais, o que reflete o grau de empobrecimento dos trabalhadores da Bahia.

Confira as Principias Reivindicações

Reajuste de 20%

40 horas semanais

Saúde e Segurança do Trabalho

Pisos Salariais unificados nacionalmente

Horas Extras seg a sexta a 80%, sábado a 100%, domingos e feriados a 120%

Plano de Saúde empregados e dependentes

Cesta básica R$: 300,00

PLR 660 horas anuais

Ajuste da tabela salarial  de funções;

OLT-Organização nos Locais de Trabalho