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IBGE: diferença entre salários de homens e mulheres aumentou em 2010

quarta-feira, 16 de maio de 2012

16 de Maio de 2012
Fonte: Diogo Martins | Valor Econômico

RIO
A diferença salarial entre os gêneros cresceu entre 2009 e 2010: o salário dos homens passou a ser 25% maior que o das mulheres, ante a diferença de 24,1% no ano anterior. O Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informa que os homens receberam, em média, 3,5 salários mínimos, ao passo que as mulheres ganharam 2,8 salários mínimos.

Trabalhadores assalariados do sexo feminino são mais representativos no Sudeste, com uma participação de 41,7%. A participação feminina no grupo de trabalhadores assalariados é menor no Centro-Oeste, onde a fatia era de 40,2% em 2010.

No período 2009-2010, o contingente de pessoal ocupado subiu 6,5% (3 milhões), sendo que o pessoal ocupado assalariado aumentou em 6,9% (2,8 milhões). De acordo com o Cempre, a região que conta a com maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado é a Sul, com 44%, seguida por Norte e Nordeste, ambas com 42,1%.

O IBGE informa que o Cempre reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações formalmente constituídas e presentes em território nacional, inscritas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Projeção de crescimento econômico este ano tem leve queda

segunda-feira, 14 de maio de 2012

14 de Maio de 2012
Fonte: Agência Brasil

Banco de Imagens/Redesul

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a expectativa para o crescimento da economia brasileira este ano – Produto Interno Bruto (PIB) – de 3,23% para 3,2%. Para 2013, a previsão foi mantida em 4,3%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 1,92% para 1,94%, em 2012, e permanece em 3,95%, no próximo ano.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 36,1% para 36%, este ano, e de 34,7% para 34,6%, em 2013.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 1,81 para R$ 1,85, tanto para o final de 2012 quanto para o do próximo ano. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi mantida em US$ 19,22 bilhões, neste ano, e ajustada de US$ 14,7 bilhões para US$ 14,9 bilhões, em 2013.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 68,54 bilhões para US$ 68,2 bilhões, este ano, e foi alterada de US$ 75 bilhões para US$ 73,5 bilhões, em 2013.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 56,7 bilhões para US$ 55,74 bilhões, neste ano. Para 2013, a projeção subiu de US$ 56,4 bilhões para US$ 57,05 bilhões.

Prefeito, vice e secretário divergem sobre teste do metrô

sexta-feira, 11 de maio de 2012

11 de Maio de 2012
Fonte: João Pedro Pitombo

Trabalhadores durante a construção do metrô de Salvador

O prefeito João Henrique Carneiro (PP) afirmou nesta quinta, 10, que a fase de pré-operação do metrô deve começar em julho deste ano e terá duração de 12 meses. O cronograma contraria a informação dada ao jornal A TARDE pelo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, que previu uma duração de cinco meses para a fase de testes. O vice-prefeito, Edvaldo Brito, por sua vez, diz que o prazo é de 12 meses, mas o período exato vai depender da celeridade da concorrência pública para escolha do consórcio que vai capitanear a parceria-público privada.

A partir da escolha do consórcio que vai gerir as linhas 1 e 2 do metrô, a responsabilidade sobre os testes passará para a iniciativa privada. Segundo o secretário de Transportes e Infraestrutura do município, José Matos, caberá ao governo do Estado definir se os testes prosseguirão até a fase de operação comercial, o que deve acontecer apenas em 2014. O prefeito João Henrique também defende que não haja interrupção. “Defendo que não haja esta lacuna entre o fim dos testes e o início da operação. Depois que a população estiver acostumada a fazer o trajeto em seis minutos (de metrô), você vai dizer que eles vão fazer em 40 (de ônibus)? O que é isso!”, exclamou.

O secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, reiterou que o período de duração da pré-operação estará atrelado ao tempo de escolha do consórcio que vai gerir o sistema. Com assinatura dos contratos, a continuidade dos testes dependerá do parceiro privado. “Defendemos que o metrô continue em uso para não desgastar os equipamentos. Mas como esta operação será bancada é um ponto que ainda será avaliado no arranjo institucional e jurídico da PPP”, destaca.

Sobre o prazo para o início da pré-operação, Costa ressalta que vai depender da velocidade do período de conclusão do termo de acordo entre Estado e prefeitura, do período de formalização do pedido de recursos à União e do tempo de resposta do governo federal para liberação dos R$ 32 milhões.

LICITAÇÃO
O secretário José Matos, por sua vez, garante que, mesmo sem a liberação dos recursos, o edital de licitação para contratação da empresa que será responsável pelos testes deve ser publicado no final da próxima semana. O valor do contrato, que poderá ser reduzido de acordo com as propostas das empresas interessadas, será de R$ 51 milhões.

Este orçamento é cerca de 59% maior do que os 32 milhões que o governo baiano se comprometeu a buscar junto à União. Segundo José Matos, a prefeitura vai trabalhar para obter do governo federal os outros R$ 19 milhões que faltam para manter a operação. Caso o dinheiro não venha, a prefeitura poderá complementar com recursos do tesouro municipal.

MÃO DE OBRA
Além de bancar a pré-operação, parte dos R$ 51 milhões servirá para a compra do maquinário do pátio de manutenção do Acesso Norte, ao custo de R$ 14 milhões, além da implantação do sistema de bilhetagem, que demandará investimento de R$ 4,5 milhões. Sobre a mão de obra que vai atuar durante a fase de pré-operação do metrô, o secretário José Matos diz que os funcionários serão terceirizados, vinculados à empresa que vencer a licitação para a pré-operação.

O prefeito ressalta que a fase de pré-operação dos trens será gradual e o cronograma estará previsto no edital. “Eles devem começar com dois dias por semana para ampliar para quatro e depois passar a operar diariamente”, explica João, destacando que o cronograma não tem relação com o período das eleições: “Coincidiu que (os testes) fossem no ano de 2012. Fico feliz porque eles serão iniciados ainda na nossa gestão”.

O secretário José Matos contestou a informação dada por Rui Costa de que a operação comercial do metrô depende da conclusão dos pátios na estação Acesso Norte. “O secretário Rui Costa não é da prefeitura, pelo que me consta, para saber se tem ou não tem pátio de manobras”, alfinetou. Segundo ele, tanto o pátio de manobras quanto o de manutenção estão prontos, sendo que o segundo só dependeria da instalação do maquinário.

Rui Costa preferiu não polemizar sobre o assunto. “O que posso dizer é que o Estado entende que chegamos a um bom entendimento com a prefeitura para resolver o problema em definitivo”, disse.

Governo libera R$ 974 milhões para apoiar projetos de transporte, moradia e saneamento

quinta-feira, 10 de maio de 2012

10 de Maio de 2012
Fonte: Christina Machado, da Agência Brasil

Obras de saneamento básico no Estado Bahia

BRASÍLIA
O Ministério das Cidades vai receber crédito suplementar no valor de R$ 974 milhões para investimentos em projetos de transporte coletivo, habitações populares e saneamento básico nos municípios com menos de 50 mil habitantes. O decreto foi publicado hoje (10) no Diário Oficial da União.

O crédito suplementar é feito quando há uma despesa com dotação insuficiente na Lei Orçamentária Anual. Ele se dá com o cancelamento de uma despesa e suplemento de outra programação. Neste caso, foram canceladas obras de saneamento, habitação e assentamentos em municípios com população superior a 50 mil habitantes.

O crédito suplementar pode ser feito por decreto presidencial em valor até 20% superior à dotação orçamentária. Acima de 20%, deve ser encaminhado projeto de lei ao Congresso Nacional.

Construção pesada retoma força na Odebrecht, Camargo e Andrade

quarta-feira, 9 de maio de 2012

09 de Maio de 2012
Fonte: Valor Econômico

Embora tenham aproveitado a estabilização da economia e os programas de privatizações e concessões para diversificar seus negócios, a partir de meados dos anos 1990, entrando em setores como os de telecomunicações, petroquímica, energia e até varejo, os três maiores grupos brasileiros que nasceram da construção pesada ainda têm na sua atividade original uma fonte importante de faturamento. Essa atividade, que perdeu força com a redução das grandes obras públicas, retomou o fôlego nos últimos anos, com a forte demanda por projetos de infraestrutura no país.

Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez viram o faturamento do setor se estabilizar nos últimos anos em cerca de um terço das receitas de cada um dos grupos, apesar da intensa ampliação do leque de negócios de cada um. Na última década, contribuiu para a consolidação do setor as grandes obras de infraestrutura em execução no país, como projetos de geração de energia, refinarias de petróleo, além de obras para os eventos esportivos de 2014 e 2016.

O movimento é mais visível na Camargo Corrêa. Após passar por um intenso movimento de diversificação de negócios, o grupo viu a construção responder por apenas 13% do faturamento em 2002. Em menos de uma década, no entanto, o número mais que dobrou para 32% em 2010 (quando a receita bruta foi de R$ 20,4 bilhões).

Na Odebrecht, a importância da construção civil no portfólio ficou evidente no momento de crise mundial de 2008 – que afetou o principalmente os negócios da controlada Braskem, empresa do setor petroquímico e que responde hoje pela maior parte do faturamento do grupo. Em 2009, a participação dessa subsidiária no faturamento caiu para 48% (em outros anos, havia chegado a 72%). Enquanto isso, a construção pesada – que havia descido a 26% de participação nas receitas totais em anos anteriores – subiu para quase metade do total, com 46%, em 2009. No ano seguinte, ficou em 31% de participação no faturamento total, de R$ 53,4 bilhões.

Na Andrade Gutierrez, a construção pesada manteve em 2010 cerca de um terço de participação nas receitas totais, de R$ 18,2 bilhões, mesmo com o crescimento em telecomunicações – principalmente depois da aquisição da Luxemburgo Participações, em 2008, que fez o grupo aumentar a participação na Telemar. O fato fez a companhia de telecomunicações gerar três vezes mais caixa para o grupo. O resultado operacional (medido pelo Ebitda) da construção pesada praticamente multiplicou-se por 10, entre 2002 e 2010 (de R$ 80 milhões para R$ 750 milhões), enquanto a telefonia, no mesmo período, foi de 3,9 vezes.

O peso dos números da construção nos três grupos foi compilado pela Dextron Management Consulting, consultoria especializada em estratégia empresarial, a partir dos dados da revista anual Valor Grandes Grupos – que reúne informações sobre os 200 maiores conglomerados que operam no país. O objetivo da pesquisa dos consultores foi estudar o crescimento financeiro e acionário das corporações entre 2002 e 2010, período de estabilidade econômica no Brasil.

Segundo os consultores Aurelio Formoso e Rafael Di Matteo Joaquim, da Dextron, as políticas governamentais e o aquecimento da construção pesada compõem o atual cenário de negócios desses grupos, embora essa atividade não seja mais o principal gerador de receitas para os grupos. Com a implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, as grandes obras voltaram ao portfólio trazendo investimentos de R$ 657,4 bilhões (85% já executados, segundo a Dextron). Boa parte dos empreendimentos são em áreas como saneamento, transporte e energia – segmentos de atuação dos três grupos. O PAC 2, lançado em 2010, ainda prevê investimentos de R$ 1,6 trilhão a partir de 2011, segundo a consultoria.

Atualmente, a Camargo atua em projetos que estão entre os maiores do PAC, como a Refinaria Abreu e Lima (cerca de R$ 25 bilhões em investimentos) e em hidrelétricas como a de Belo Monte, no Pará (R$ 26 bilhões), e a de Jirau, em Rondônia (R$ 10 bilhões).

Já a Odebrecht, que participa das obras das usinas de Santo Antônio, em Rondônia (R$ 16 bilhões), e Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará (cerca de R$ 4 bilhões), também tem a Copa do Mundo como segmento de negócios de grande importância em seu portfólio atualmente. Participa das obras de quatro estádios do evento, incluindo as reformas do Maracanã, no Rio, e da construção do estádio do Corinthians, em São Paulo. O volume contratado em engenharia e construção em estádios da Copa com participação do grupo é de R$ 2,7 bilhões.

Já a Andrade Gutierrez participa da construção de Belo Monte, de Santo Antônio, e da Transcarioca, no Rio (R$ 1,5 bilhão).

A importância da construção para os grupos permanece mesmo depois de um movimento intenso de diversificação de negócios. Segundo os dois consultores, os grupos tiveram dois motivadores para essa ampliação. Além da óbvia oportunidade surgida com a estabilização da economia a partir de 1996, houve necessidade dos grupos começarem a diversificar suas operações já alguns anos antes, com o fim do chamado “milagre econômico” e das grandes obras do regime militar.

O histórico da Camargo resume esse cenário. Nos anos 1970, o grupo atuou em obras estratégicas de infraestrutura como a Transamazônica, a Ponte Rio-Niterói (esta ainda hoje uma das maiores do mundo), trechos da extinta Rede Ferroviária Federal e em rodovias como a dos Imigrantes (no Estado de São Paulo). Já em meados dos anos 1980, o ritmo de obras diminuiu e a Camargo diversificou seu leque de atuação comprando parte de Alpargatas e Alcoa. Hoje, tem o faturamento mais pulverizado dentre os três grupos analisados, sendo que a concessão de transportes (via CCR) e de energia (via CPFL) é o principal gerador de caixa depois da construção pesada.

Na Odebrecht, o movimento é semelhante. Após 35 anos atuando em engenharia e construção, o grupo adquiriu participação acionária na Companhia Petroquímica de Camaçari em 1979, sendo esse o primeiro passo de um processo de diversificação que se intensificaria ao longo da década de 1980 e levaria à criação da gigante Braskem em 2002 – que, em 2010, respondeu por 59% do faturamento.

A Andrade, que participou nos anos 1970 da construção de Itaipu, no Paraná (na época, a maior hidrelétrica do mundo), ampliou seu leque de atuação nos anos 1990 com a criação da AG Concessões e a conquista de duas estradas federais da primeira etapa de concessões rodoviárias do país, como a Dutra e a Ponte Rio-Niterói (hoje no guarda-chuva da CCR, criada em 1998 e que tem como sócia a Camargo). Atualmente, no entanto, o principal gerador de receita do grupo é a telefonia, setor em que começou a atuar com a criação da AG Telecom, em 1993, e se fortaleceu em 1998, quando liderou o consórcio vencedor da privatização da Telebrás ao conquistar a Telemar (atual Oi). A construção retomou a posição de segunda maior geradora de receitas a partir de 2008.

Procurados, os três grupos não comentaram o assunto.

Secretário afirma que metrô da Paralela só vai funcionar em 2015

quarta-feira, 9 de maio de 2012

09 de Maio de 2012
Fonte: Redação / Correio

A audiência pública da licitação deste metrô está prevista para o dia 15

"É um problema de gravidez", disse Gabrielli

O metrô da Paralela, uma das propostas para dar suporte a mobilidade urbana de Salvador para a Copa do Mundo 2014, não vai funcionar durante o evento esportivo. É o que afirmou o secretário estadual de Planejamento Sérgio Gabrielli, em entrevista ao site EcoD publicada nesta terça-feira (8).

“Não tem a menor possibilidade física. O metrô já deve estar em fase final, deve entrar em 2015, se começar a construir hoje. É um problema de gravidez, tem que ter nove meses. Com oito meses é prematuro, com sete meses é difícil sobreviver, com seis não sobrevive”, disse Gabrielli. De acordo com o secretário, a principal linha do metrô estará pronta até a Copa 2014, mas não estará funcionando.

No dia 15 de maio, está prevista a audiência pública da licitação do metrô da Paralela. O processo, previsto para o início deste ano, começa com atraso por causa da disputa para autorização do Convênio pela Câmara Municipal de Salvador.

O metrô terá 22 quilômetros de extensão e ligará o Acesso Norte a Lauro de Freitas, cortando toda a Avenida Paralela. Ele será interligado ao metro 1 – que vai ligar a Estação da Lapa à Estação Acesso Norte – e, depois até Pirajá. Além disso, o sistema contará com ajuda dos chamados BRT (Ônibus de Trânsito rápido).

Mão de obra vira principal dor de cabeça dos executivos

terça-feira, 8 de maio de 2012

08 de Maio de 2012
Fonte: Valor Econômico

Executivos presentes à solenidade de premiação da 12ª edição do prêmio Executivo de Valor

A preocupação com a mão de obra chegou ao topo da lista de temores dos executivos que comandam grandes empresas brasileiras, presentes à cerimônia de entrega da 12 ª edição do prêmio Executivo de Valor, ontem em São Paulo. Em uma lista de seis itens de “preocupações imediatas” – demanda fraca, mão de obra, inflação, câmbio, custo do crédito e inadimplência dos clientes – a disponibilidade, o custo de pessoal e sua qualificação receberam as notas máximas (de oito a dez), seja na indústria, no varejo ou em serviços. A nota para essa preocupação ficou acima da inflação, revertendo inquietações de 2011. No ano passado, no mesmo evento, executivos relataram que “velhas” preocupações com aumento de custos de insumos haviam retornado para sua agenda.

Além da mão de obra, demanda fraca e câmbio apareceram como fortes preocupações de curto prazo. Para esses itens, os temores foram mais fortes entre as companhias muito ligadas ao comércio exterior, mas também apareceram entre diferentes produtores de bens de consumo, como automóveis, vestuário e bebidas.

O presidente da CPFL, Wilson Ferreira Júnior, explica que não há “uma preocupação somente com qualificação, mas também com disponibilidade de mão de obra. A disputa por funcionários acaba inflacionando os salários e, em alguns casos, as opções de contratação são muito poucas”, diz o executivo. Renato Alves Vale, presidente da CCR, acrescenta à disponibilidade outra preocupação: a formação. “Nossa preocupação é ter pessoal preparado para garantir sucesso em um ambiente de crescimento, com aumento de demanda.” Essa preparação, salienta, também envolve a capacidade de gerar lideranças para guiar a empresa.

“A formação de mão de obra no médio prazo é o principal motivo de preocupação para a Totvs, afirma Laércio Cosentino, executivo-chefe da maior companhia de software de capital nacional. “O setor de tecnologia da informação demanda mão de obra em larga escala e a velocidade da formação de técnicos nos próximos anos será inferior à necessidade das empresas”, diz Cosentino. Para ele, demanda fraca, crédito, inflação, inadimplência dos clientes e câmbio mereceram notas muito baixas – de dois a três.

A mão de obra também está entre as maiores preocupações da farmacêutica francesa Sanofi-Aventis, controladora do laboratório Medley, maior de genéricos do Brasil, presidida no país por Heraldo Marchezini. Esse item recebeu nota oito. Na petroquímica Braskem, o projeto de crescimento e internacionalização fez a mão de obra subir ao topo dos temores. Carlos Fadigas, presidente da companhia, diz que esse fator já seria crítico em qualquer circunstância. “Como vivemos uma época de pleno emprego, a disputa natural entre as empresas pelos melhores talentos do mercado torna-se mais acirrada e pressiona os salários para cima, o que torna a questão dos recursos humanos ainda mais relevante”, diz ele. Por isso, o executivo sugere que o governo siga desonerando o custo da mão de obra.

Fabio Schvartsman, diretor-geral da Klabin, acrescenta demanda fraca e inadimplência à preocupação com mão de obra. Schvartsman diz que o conjunto de medidas tomadas pelo governo para fortalecimento da economia, seja de incentivo às indústrias, sejam as ações da política monetária de redução de juros, ainda não se traduziram em recuperação importante na economia. Outro setor, bem diferente, tem preocupação semelhante. A demanda fraca e o custo do crédito são as maiores preocupações para Jayme Garfynkel, presidente da Porto Seguro. Quanto ao custo do crédito, seu maior temor recai sobre o financiamento de veículos, que, segundo ele, já afeta o mercado de seguros.

Já para o presidente do grupo São Martinho, Fábio Venturelli, o câmbio está no topo das preocupações. A estabilidade do moeda, diz ele, é essencial para as atividades da companhia por conta de seu “expressivo volume de exportações”. Em um segmento com características semelhantes, o presidente da BRF – Brasil Foods, José Antonio do Prado Fay, também relacionou a mão de obra como principal preocupação. “Trabalhamos em um setor em que a mão de obra é muito intensiva e temos dificuldade para contratar”, disse ele, citando os cerca de 2 mil postos de trabalho abertos que a BRF não conseguiu preencher.

Ainda no agronegócio, o presidente da JBS, Wesley Batista, também elencou mão de obra como sua principal inquietação. “Para fazer frente ao crescimento do Brasil, precisamos de mão de obra qualificada”, sendo necessário maior “investimento em educação”.

Em outro setor, e procurando outro perfil de profissional, o presidente da operadora de telefonia Telefônica/Vivo, Antônio Carlos Valente, fez coro aos empresários do agronegócio. “Trata-se de um tema que, devido ao desempenho econômico dos anos recentes, pode trazer algumas dificuldades para companhias dos mais variados segmentos, em especial para aquelas com alto nível de especialização como o nosso”, diz Valente. Ainda no setor de serviços, a retenção dos empregados é uma preocupação. O presidente do Cinemark, Marcelo Bertini, diz que a empresa trabalha muito com primeiro emprego e salário mínimo, onde o mercado é muito competitivo, dificultando a manutenção dos funcionários na empresa.

Câmbio, mão de obra, demanda fraca e inadimplência ocupam, cada um, a mesma nota de preocupação do presidente da Fiat, Cledorvino Belini. Marcando oito para cada um desses itens, ele aposta que a redução dos juros trará uma reversão do quadro de retração que marcou o primeiro trimestre.

A demanda também está entre as preocupações de outro setor ligado ao consumo. Apesar dos bons resultados da companhia nos últimos trimestres, o presidente da Hering, Fabio Hering, nota desaceleração da demanda. “Não sei se esse movimento está relacionado com o endividamento grande, principalmente da classe média. Porque a gente não vê nada em termos de emprego e renda”, observa o executivo.

A dificuldade em entender o que está acontecendo com a demanda é partilhada pelo presidente da Ambev, João Castro Neves. Ele disse que a demanda é uma preocupação “importante” da companhia. Ele diz que o segmento em que a companhia atua passou por forte crescimento em 2009 e 2010, e desde 2011 está vivendo um processo de desaceleração. No primeiro trimestre do ano, o volume de vendas da companhia cresceu, mas por conta de ganho de participação de mercado, e não por conta da expansão do segmento. “A preocupação com essa retração ou desaceleração, como se queira chamar, não está restrita ao nosso setor nem à nossa companhia, mas ao mercado como um todo”.

Mostrando que as preocupações de curto prazo são as mesmas que marcam uma visão de longo prazo, a questão tributária, um tema que vem atormentando a companhia nos últimos meses, é a principal preocupação do presidente da Vale, Murilo Ferreira. “Isso gera uma incerteza na precificação das ações da empresa e causa receio para os investidores e para a companhia”, afirmou. A essa questão ele atribuiu nota oito. Em seguida, ele elenca a mão de obra (sete) e o câmbio.

Ferreira não ficou sozinho. O que mais preocupa Alessandro Carlucci, presidente da empresa de venda direta de cosméticos Natura, neste momento, é o “arcabouço tributário do Brasil”, que, segundo ele, dificulta o planejamento das empresas. Entre os itens levantados pelo Valor, a dificuldade de mão de obra está entre os assuntos que mais afligem o executivo, que atribui um grau de preocupação entre cinco e seis ao tema. “A busca por talentos vai ficar cada vez mais desafiadora, porque a capacidade do Brasil de desenvolver pessoas não é na mesma velocidade com a qual a economia cresce”, diz.

Correio e Fieb lançam a 3ª edição do Agenda Bahia

terça-feira, 8 de maio de 2012

08 de Maio de 2012
Fonte: Priscila Chammas / Correio

Infraestrutura, sustentabilidade, agronegócio e turismo são temas

Correio e Fieb lançam a 3ª edição do Agenda Bahia

A terceira edição do fórum Agenda Bahia é só em novembro, mas a Rede Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) já começaram a trabalhar. Ontem, foi assinado o protocolo de cooperação entre os representantes das duas entidades para a realização dos quatro dias de palestras e seminários sobre temas que visam contribuir para o desenvolvimento sustentável do estado. As duas primeiras edições do evento foram realizadas em 2010 e 2011.

“É nossa contribuição para debater o futuro da Bahia. Uma oportunidade de descobrir onde podemos melhorar, como facilitar os investimentos privados e como recolocar a economia do estado no seu devido lugar”, disse o presidente da Rede Bahia, Antonio Carlos Júnior, após assinar o documento. Também participaram da cerimônia o superintendente da Rede Bahia, Dante Iacovone, o diretor de projetos, Paulo Sobral, o diretor de Redação do CORREIO, Sergio Costa, e a editora executiva do Agenda Bahia, Rachel Vita.

Entre os temas, já escolhidos para a edição deste ano (veja na página seguinte), ele destaca a infraestrutura, principalmente no que diz respeito ao problema de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Salvador. “A infraestrutura é um problema emergencial importante. Quem precisa se locomover na cidade sabe muito bem disso”, criticou o presidente da Rede Bahia.

O presidente da Fieb, José Mascarenhas, também falou sobre o assunto. “É uma questão crucial para toda a população. Hoje se trabalha menos e se leva mais tempo na rua, tentando chegar ao trabalho. Com isso, a produtividade cai e a qualidade de vida também”, observou ele, que se disse animado com o evento. “Esperamos que este ano seja ainda melhor que nos anos anteriores. Que mais coisas sejam discutidas e realizadas. Cabe a nós, enquanto comunidade, acompanhar essas ações”.

Além da infraestrutura, serão discutidos três temas: sustentabilidade, com foco na água; agronegócio e o código florestal; e turismo.

ELEIÇÕES
Neste ano, o Agenda Bahia será realizado em novembro, por causa das eleições (em 7 de outubro). O objetivo é que o evento não seja influenciado por disputas políticas. “A intenção é despolitizar o debate. Deixar os debatedores mais à vontade para discutir os temas”, diz Antonio Carlos Júnior. Ele lembrou que, com os prefeitos já escolhidos, será mais fácil firmar compromissos com os gestores, como vem acontecendo nas outras edições.

Os quatro encontros do evento acontecerão em semanas diferentes, no auditório da Fieb. A entrada é gratuita, mas o interessado precisa se inscrever previamente, pelo site, nas semanas que o antecedem. “É uma oportunidade de reunir principalmente empresários e especialistas nacionais e internacionais, com representantes do governo das três esferas (municipal, estadual e federal) e de todos os setores da sociedade para discutir esses temas”, resumiu a editora executiva do evento, Rachel Vita.

Os palestrantes ainda estão sendo definidos em função dos temas escolhidos. “Procuramos discutir assuntos prioritários para a Bahia, e dessas discussões já saíram algumas ações importantes”, completou Rachel. Como exemplo dessas ações, o presidente da Rede Bahia cita questões ligadas à mobilidade urbana.

“No ano passado, conseguimos que o setor público se mexesse. Ainda não temos a tão sonhada solução em mobilidade, mas pelo menos conseguimos colocar o assunto na pauta deles”, comemorou.

Foi no evento do ano passado que, pela primeira vez, o então secretário estadual de Planejamento, Zezéu Ribeiro, e o secretário de Transporte municipal, José Mattos, assumiram que o impasse sobre o modal da Paralela era uma questão política.

COMPROMISSOS FORAM FIRMADOS POR GESTORES
O fórum Agenda Bahia acontece desde 2010, no auditório da Fieb, realizando palestras e propondo soluções sobre temas importantes para o estado. No ano passado, as discussões principais foram sobre os portos e a tão falada mobilidade urbana. Foi durante o seminário que o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, defendeu a privatização dos portos. Também foi no ‘Agenda’ que o governo baiano se comprometeu a desenvolver uma agenda sustentável e assumir metas e prazos para a redução da emissão de CO2. No setor de turismo, o secretário estadual Domingos Leonelli anunciou a renovação do decreto de isenção do ICMS do diesel. Ele também sinalizou ajudar a prefeitura no Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável. Já o presidente da Saltur, Claudio Tinoco, admitiu que a administração municipal não tem recursos e nem capacidade de endividamento para implantar o projeto, orçado em R$ 455 milhões. Leonelli garantiu ainda que, apesar dos atrasos, obras como a da Arena Fonte Nova cumpririam o prazo da Fifa para a Copa de 2014. A criação de selos para identificar profissionais qualificados foi outro compromisso.

Jornada de trabalho pode cair 4 horas

segunda-feira, 7 de maio de 2012

07 de Maio de 2012
Fonte: Tribuna da Bahia

Redução da Jornada de Trabalho é a bandeira de luta da Força Sindical

Para combater o desemprego de jovens, o novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, tem também como meta a redução de jornada de 44 horas para 40 horas. Assim, o brasileiro iria trabalhar menos 16 horas por mês, contribuindo para a geração de 2,2 milhões de novos empregos, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A proposta do ministro, que tomou posse dia 3 de maio, tem apoio das centrais sindicais. As entidades chegaram a lançar, em março, a Campanha Nacional Unificada pela Redução da Jornada Sem Redução de Salário. A ideia é baixar a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuir salários e benefícios.

PROPOSTA
Ainda em março, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) levou a proposta ao Congresso, que prometeu criar comissões para analisar as reivindicações. Além da CUT, outras centrais estão envolvidas, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Quem espera essa redução é o universitário Caio Lopes, 19 anos, que cursa engenharia ambiental e começa a procurar empregos. “Estou montando meu currículo e, com essa quantidade de vagas, teria mais chances no mercado”, diz.

Mais produtividade – Antes de ser ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto já defendia a bandeira pela redução da jornada. Em postagem no seu blog, “Tijolaço”, argumentou que diminuir a jornada não afetaria a produtividade do trabalhador. “Tive acesso a dados do IBGE que mostram que a produtividade aumentou, de 2004 para cá, 30%. Os salários, em média, 22%”, disse na postagem.

Segundo o novo titular da pasta, a eficiência do trabalhador cresceu mais do que o salário. “O lucro por mão de obra ampliou-se”, finalizou. Ele explica que a redução pode melhorar resultados. “Significa que este trabalhador estará menos cansado, mais atento, mais capaz de elevar até a produtividade”, conclui.

Fórum Nacional do Trabalho Decente para os Jovens discute a Agenda Nacional

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Data: 04 de Maio de 2012
Fonte: Assessoria de Comunicação Sintepav-BA

O diretor da juventude da Força Sindical Bahia e diretor do Sintepav-BA, Emerson Gomes participa nos dias 03 e 04 de Maio do evento com o objetivo de fortalecer a Agenda Nacional do Trabalho Decente para a Juventude

O Ministro do Trabalho, Brizola Neto e o diretor da Força Sindical Bahia e Sintepav-BA, Emerson Gomes

O Fórum Nacional sobre Trabalho Decente para a Juventude que teve início ontem (03), e tem continuidade nesta sexta-feira debate as problemáticas pelas quais passam os jovens no mundo do trabalho. O evento conta com a participação de representantes do governo, empregadores, trabalhadores e organizações juvenis.

O Diretor Secretario da Juventude da Força Sindical Bahia e diretor do Sintepav-BA, destaca a importância da realização de fóruns desta natureza para o desenvolvimento dos jovens brasileiros. “Através de iniciativas como esta é possível pensar em estratégias para uma inserção saudável dos jovens no mercado de trabalho, pois não adianta somente inserir os jovens no mercado e sim proporcionar ambientes de trabalho decente”, reforça Emerson Gomes.

Durante o evento a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, exaltou que embora o Brasil seja o único país que possui uma agenda de trabalho decente específica para a juventude, a taxa de desemprego entre os jovens é três vezes maior que entre os adultos.

O Fórum ocorre em 50 países e os resultados dos debates serão levados ao Fórum de Emprego Juvenil e à Conferência Internacional do Trabalho realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O evento já debateu os temas: “Importância e Perspectivas da Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude na Agenda Nacional de Desenvolvimento” e “Mais e Melhor Educação: Ampliar o Acesso e a Permanência na Educação de Qualidade (Básica e Superior) e Fortalecer o Sistema Público de Educação Profissional e Tecnológica”. Nesta sexta-feira (04) acontecem duas mesas para discussão dos temas “Inserção digna e ativa no mundo do trabalho: Inserção dos jovens no mercado formal de trabalho com igualdade de oportunidades e tratamento” e “Inserção digna e ativa no mundo do trabalho: conciliação entre estudos, trabalho, vida familiar e a melhoria da qualidade do emprego”..

POSSE
Na quinta-feira (02), o diretor do Sintepav-BA, Emerson Gomes participou da posse no novo Ministro do Trabalho, Brizola Neto. “A Força Sindical Bahia e o Sintepav tem acompanhado de perto todas as discussões envolvendo o mundo do trabalho, buscando assim a construções de melhores condições para os trabalhadores e trabalhadoras do país”, declara Emerson Gomes.

* Com informações da Secretaria Nacional de Juventude